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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

"E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação." Apocalipse 5:9

Pensamento: Para nós que somos discípulos de Jesus, sabemos que somente Ele é verdadeiramente digno. Digno de todo louvor e adoração. Por quê? Porque mesmo sendo Deus, perfeito e sem pecado, destitui-se da sua glória e santidade, e se tornou humano como um de nós para morrer na cruz em nosso lugar, para trazer o perdão e a salvação para as pessoas de todas as raças, línguas e culturas. Jesus, é o Senhor e Ele é digno!

Oração: Pai, o Senhor enviou Jesus como prova do Seu amor por nós, e Ele foi levado para a cruz, torturado e sacrificado, para me livrar da morte e do pecado, e para trazer a salvação e a vida eterna. A Jesus seja mesmo toda honra e toda adoração, pois Ele, somente Ele é Digno. O Cordeiro de Deus, O Filho de Deus, nosso Rei, nosso Senhor e Salvador. Te amo Jesus, e não sei como expressar minha gratidão pelo que fizeste por mim, o mínimo que eu posso fazer é entregar minha vida a Ti, para andar nos Seus caminhos, para seguir Seus passos, andar conforme a Sua vontade. Obrigado Jesus. Amém.

Deus fala de forma específica

“Se lhe obedecerem e o servirem, serão prósperos até o fim dos seus dias e terão contentamento nos anos que lhes restam” (Jó 36.11)
Dave e eu precisamos ouvir a Deus regularmente sobre muitas coisas. Precisamos ouvi-lo com relação a como lidar com pessoas, circunstâncias e inúmeros acontecimentos e situações específicas. A nossa oração constante é: “O que devemos fazer a respeito disto? O que devemos fazer a respeito daquilo?”.
Parece que uma centena de coisas acontece todas as semanas para as quais Dave e eu precisamos ter um entendimento rápido e tomar decisões movidas por Deus. Se não obedecermos a Deus na segunda-feira, nossa semana pode estar um caos na sexta-feira. Por isso, estamos decididos a não viver em desobediência.
Muitas pessoas se preocupam com a vontade específica de Deus para suas vidas, imaginando o que Ele quer que elas façam. Por exemplo: “Deus, devo aceitar este emprego ou o Senhor quer que eu procure outro emprego? O Senhor quer que eu faça isto ou quer quer eu faço aquilo?” Creio que Deus quer nos dar a direção específica pela qual ansiamos, mas Ele está ainda mais preocupado com a nossa desobediência à Sua vontade geral para nossa vida. Nós podemos encontrar a vontade geral de Deus para a nossa vida na Sua Palavra – coisas como ser grato em todo o tempo e em toda a situação, sem nunca reclamar, estar sempre contente, demonstrar o fruto do Espírito e perdoar aqueles que nos magoam ou decepcionam.
Se não estamos obedecendo às diretrizes que Ele já nos deu na Bíblia, teremos dificuldades em ouvir o que Ele tem a dizer sobre a Sua vontade específica para nós. À medida que você se esforça para ouvir a Deus de uma maneira cada vez mais clara e seguir a Sua vontade para a sua vida, lembre-se de fazer com que a prioridade seja conhecer e obedecer à vontade geral de Deus, permanecendo enraizado na Sua Palavra. Depois, você poderá ouvi-lo com mais facilidade quando Ele falar com você de forma específica.
A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Continue fazendo o que você sabe fazer e quando não souber o que fazer Deus lhe mostrará.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Parabéns, Homem de Deus, Escolhido e Separado para a Sua Obra!






É melhor ter companhia
do que estar sozinho,
porque maior é
a recompensa do trabalho
de duas pessoas. Se um cair,
o amigo pode ajudá-lo a levantar-se.
Mas pobre do homem que cai
e não tem quem o ajude a levantar-se! 
Eclesiastes 4:9-10

O amigo
Essa data tem um significado especial para mim, para Deus e para todos aqueles que tiveram o privilégio assim como eu de te-lo como amigo, conselheiro espiritual, de ter recebido suas orações e ser dirigida por seus conselhos. Ganhei um irmão, ganhei um irmão que nunca tive e muito mais que um irmão de carne, um irmão espiritual que levarei para todo sempre em eu coração. Por onde eu andar, onde eu colocar as plnatas dos meus pés, lembrarei das suas sábias palavras, das lágrimas que derramou e que eu pude também em seus momentos de dor socorre-lo. Essa data é especial, essa data é abençoada por Deus, um servo escolhido a dedo por Deus por seu carater, por ser uma pessoa que Deus sabia e sabe que sempre poderá usar, que é somente chama-lo e ele está pronto a seu serviço. Um pai amoroso, um servo de Deus convicto das suas vontades e suas prioridades sempre foram e serão alicerçadas pelo Pai. Um homem disposto a ir, a pregar, a cumprir o Ide do Senhor, me admira muito suas ações, me admira muito a sua vontade e a sua determinação. Que este dia possa ser o melhor de todos, mas também que venha ser o caminho para outros dias melhores ainda, porque o Senhor achou graça em ti, Ele te capacitou e continua a te capacitar. Ele sabe que quando se sentes fraco é aí que Ele pode te encher e te usar para abençoar vidas. Obrigada por fazer parte da minha vida, minha história, sua vida sempre será um exemplo pra mim. Parabéns, parabéns, continue a olhar para o Alvo, porque você nunca perdeu o seu foco, seu foco sempre foi Jesus Cristo!
Feliz aniversário, Felicidades, Jesus te ama demais e sabe que pode contar contigo em todo momento, tenha sempre o ouvido sensível à sua voz.
E um recadinho de Deus, ele viu cada lágrima que você derramou e nunca perdeu uma gota se quer.
Felicidadessssssssssssssssssssssssssssss

Luciana

Precisamos do que Jesus tem

O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor. (Isaías 11:2)
Deus está procurando pessoas que demonstrem a glória da Sua presença em suas vidas. Elas serão pessoas que lhe obedecem em cada pequena coisa. A obediência nos impede de contaminar a nossa consciência e nos mantém vivendo para a glória de Deus.
Sabemos que o versículo de hoje é uma profecia sobre Jesus, mas se o Espírito de Jesus está habitando em nós e vivendo através de nós, então desfrutaremos tudo que está sobre Ele. Teremos sabedoria, entendimento, conselho, poder e conhecimento.
Os problemas desaparecem na presença destas virtudes. Não temos de viver em confusão se formos obedientes à direção do Espírito. O Senhor nos dará rapidamente conselho, sabedoria, entendimento e poder se formos reverentes e submissos a Ele.
As pessoas que querem ter entendimento, que querem ouvir a Deus e desejam receber Sua sabedoria e o conhecimento, precisam ter um temor reverente e um assombro diante de Deus. Ele nos chamou de Seus amigos, até mesmo de Seus filhos e filhas, mas devemos respeitá-lo e honrá-lo com uma obediência reverente.
A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: qualquer coisa que Deus lhe peça para fazer é para o seu próprio bem, portanto seja rápido em obedecer hoje e todos os dias.

FAMÍLIA


O Sacerdócio no Lar

por Luciano P. Subirá



A Bíblia ensina que Jesus Cristo nos comprou com seu sangue para fazer de nós reis e sacerdotes (Ap.5:9,10), o que nos faz compreender a visão do sacerdócio universal do crente. Diferente da idéia pintada pela igreja em séculos anteriores, não temos duas categorias distintas na igreja: o clero e os leigos. Todos são sacerdotes e deveriam funcionar como tal. As Escrituras Sagradas ainda distinguem posições de governo dentro da Igreja Local, mas não limita o sacerdócio a uns poucos cristãos. Todo crente deve funcionar em seu lugar no Corpo de Cristo, e todos têm a responsabilidade de ministrar ao Senhor, bem como aos homens, em nome d´Ele. 

Esta visão tem sido resgatada em nossos dias, e somos gratos a Deus por isso. Contudo, mesmo para aqueles cujo coração já se encontra aberto a esta verdade, ainda vemos muitos com uma dificuldade: a de não enxergarem o sacerdócio do lar como algo fundamental. 

O SACERDÓCIO COMEÇA NO LAR 

Antes de ser sacerdote na igreja, o homem tem que ser sacerdote na sua própria casa: 

“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher... e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus?)“ (I Timóteo 3:2a, 4 e 5)

Não é porque vai governar a igreja que o bispo tem que ter um bom lar, mas justamente o contrário. O homem tem que ser o pastor do seu lar; isto é requisito não só para quem ingressa no ministério de tempo integral, mas é um exemplo de vida cristã. E se a pessoa não cumpre um requisito básico da vida cristã, então não tem autoridade para ser um ministro à frente da Igreja. Portanto, o mandamento de ser sacerdote no lar é para todo cristão. E isto envolve uma excelente conduta familiar, que depois será cobrada do líder como exemplo para o restante do rebanho: 
“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados”. (Tito 1:5,6)
O homem, além de ser fiel à sua esposa, deve conduzir seus filhos no caminho do Senhor e numa vida de santidade, o que exigirá dele não só conselhos casuais, mas todo um acompanhamento, investimento e ministração na vida espiritual de seus familiares. O posicionamento de um homem de Deus sempre deve envolver sua casa. Este foi o exemplo dado por Josué: 
“Mas se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Josué 24:15) 
O texto acima reflete a responsabilidade de Josué de não apenas buscar ao Senhor, mas servi-lo com toda a sua família. Quando se trata de família, não existe a história de “cada um por si”. Embora a responsabilidade de cada um diante de Deus seja individual, precisamos aprender a lutar por nossos familiares, especialmente aqueles que possuem a incumbência de exercer o sacerdócio do lar. 

O plano de Deus não é apenas para o homem sozinho, mas para toda a sua família. Quando o Senhor decidiu julgar e destruir a humanidade nos dias de Noé, não proveu salvação para ele sozinho, mas para toda a sua família (Gn.6:18). Vemos também que Deus prometeu a Abraão que nele seriam abençoadas todas as famílias da Terra (Gn.12:3). 

Ao tirar Ló de Sodoma, o anjo do Senhor fez com que ele saísse com toda a família (Gn.19:12). No Novo Testamento encontramos um anjo visitando Cornélio e dizendo que deveria chamar a Pedro, “o qual te dirá palavras mediante as quais será salvo, tu e toda a tua casa”. (At.11:14).

E além de todas estas porções bíblicas, encontramos a clássica declaração do apóstolo Paulo ao carcereiro de Filipos:

“Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e toda a tua casa”. (Atos 16:31)
Deus tem um plano para toda a família. Não quer dizer que porque um se converteu, todos irão converter-se por causa deste texto. Não creio que ele seja uma promessa a todo crente, mas sim que revele uma intenção de Deus quanto às famílias de uma forma geral. 

Vale lembrar que Paulo declarou isto ao carcereiro num momento em que este homem ia se matar. Paulo não podia vê-lo, pois além de estar dentro de sua cela, a Bíblia diz que eles estavam no escuro. O apóstolo Paulo teve uma revelação do Espírito Santo para uma pessoa específica, num momento específico. Não posso dizer: - “Ei, Deus! Você prometeu que se eu cresse iria salvar todo mundo lá em casa!”. Mas posso muito bem orar pelos meus familiares crendo que há um plano divino para a família. Cada familiar meu tem o direito de escolha, se dirão sim ou não a Jesus Cristo, é responsabilidade pessoal de cada um deles. 

Mas farei de tudo para convence-los, ensina-los, cobri-los de oração intercessória e tudo o mais que for possível. No caso deste carcereiro filipense, o Senhor mostrou de antemão toda a família salva. Mas para cada um de nós, mesmo se não diga de antemão o que irá acontecer, Deus já revelou seu plano em sua Palavra para toda a família. E o sacerdote do lar tem uma grande responsabilidade de afetar o destino dos seus entes queridos. 

O CABEÇA É O RESPONSÁVEL

Na condição de cabeça do lar, o homem é o responsável de quem Deus cobrará o exercício do sacerdócio. É óbvio que a mulher deve participar exercendo o sacerdócio juntamente com seu marido, mas a responsabilidade maior não está sobre seus ombros. Muitos maridos se acomodam por ver sua esposa fazendo bem o seu papel, mas não deveriam agir assim. Por melhor que seja a ajuda da mulher, o homem tem que fazer a sua parte! 

No caso da mulher cujo marido não é convertido, entendemos que ela deve assumir a posição de sacerdotisa sobre os filhos, porém não sobre seu marido. Parece-nos ter sido exatamente o que aconteceu na casa de Timóteo, discípulo do apóstolo Paulo. A Bíblia menciona apenas a mãe dele como sendo convertida: 

“Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio”. (Atos 16:1,2) 

E além da Bíblia nada falar sobre o pai de Timóteo sendo convertido, ainda mostra que a cadeia de ensino e discipulado foi sendo transmitida por meio da avó e depois da mãe dele: 

“Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti”. (II Timóteo 1:4,5) 

Portanto, na falta do homem como sacerdote, ou na incapacidade dele de exerce-lo – por não ser convertido, por exemplo – a mãe assume este papel, porém sempre em relação aos filhos, nunca em relação ao marido: 
“E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o marido”. (I Timóteo 2:12)
Os pais cristãos devem entender a sua responsabilidade de suprir não só as necessidades materiais e emocionais de seus filhos, mas também as espirituais. A Palavra de Deus declara que “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Sl.127:3). 

Os filhos não nos pertencem, são propriedade de Deus. Ele apenas nos confiou seus cuidados, e um dia teremos que responder perante Ele por isso. Daremos conta da forma como criamos nossos filhos, e isto deve trazer temor ao nosso coração, especialmente no que diz respeito à formação espiritual deles. Não podemos brincar com isto! 

Deus está chamando os pais a assumirem um compromisso maior com Ele de ministrar a vida espiritual de seus filhos. É preciso ministrar-lhes o coração. Desde os dias da Velha Aliança o Senhor já esperava isto: 

“Não te esqueças do dia em que estiveste perante o Senhor, teu Deus, em Horebe, quando o Senhor me disse: Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará aos seus filhos”. (Deuteronômio 4:10)

No versículo anterior a este, Deus já havia dito: “...e as farás saber aos teus filhos e aos filhos de teus filhos” (Dt.4:9). Precisamos ministrar a Palavra de Deus aos nossos filhos! Nosso ensino – ou a falta dele – tem o poder de afetar o resto da vida de nossos filhos; foi Deus mesmo quem declarou isto:

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, a ainda quando for velho, não se desviará dele”. (Provérbios 22:6) 

Não se trata apenas de dar uma boa educação, mas sim a verdadeira educação. Ensinar-lhes a andar nas veredas da justiça, nos caminhos bíblicos. Isto também é um mandamento claro e expresso da Nova Aliança:

“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. (Efésios 6:4)
COBERTURA DE ORAÇÃO 

Também vemos na Bíblia que o sacerdote do lar deve cobrir os seus com oração. A Palavra de Deus nos mostra que Isaque orava a Deus para que abrisse a madre de Rebeca, sua mulher. E Deus ouviu suas orações (Gn.25:21). As Escrituras ainda nos falam acerca de Jó, que periodicamente chamava seus filhos para um culto e sacrificava ao Senhor em favor deles, com medo de terem pecado contra Deus (Jó 1:5). 

O homem e mulher de Deus precisam ter um coração e uma vida de oração voltados para cobrir e proteger a sua família. Vemos este exemplo na vida de Esdras: 
“Então, apregoei ali um jejum junto ao Rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos, e para tudo o que era nosso”. (Esdras 8:21) Em I Samuel 30 lemos acerca de Davi e seus homens saindo para a batalha e deixando suas mulheres e crianças desprotegidas em Ziclague. Enquanto eles estavam fora, os amalequitas incendiaram a cidade e levaram suas mulheres e filhos em cativeiro. Três dias depois, eles chegaram e se desesperaram pelo ocorrido. Finalmente, se fortaleceram no Senhor e foram atrás dos seus, conseguindo resgata-los. Aprendemos duas lições aqui. Primeiro que precisamos proteger os nossos familiares, cobrindo-os em oração e não permanecendo distantes deles. Segundo, que algumas vezes nos tornamos descuidados, e o inimigo pode se aproveitar de nosso descuido. Mas também aprendemos junto que Deus é fiel, e mesmo quando falhamos, sua misericórdia ainda pode nos ajudar a consertar aquilo em que erramos. O Sacerdócio envolve proteção. Deus nos mostrou isto em sua Palavra desde o início, com o que ordenou a Adão, no Jardim do Éden: 

“Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar”. (Gênesis 2:15)

Note que além de cultivar o jardim, o homem deveria também guardá-lo, protegê-lo. Mas guardar de quem, se nem mesmo Eva ainda havia sido criada? Penso que Deus já estava indicando a Adão que Satanás, o inimigo de nossas almas, tentaria destruir o que o Senhor estava colocando nas mãos do homem. Se Adão tivesse protegido a Eva, em vigilância, bem como ministrando-lhe sobre a importância da obediência ao Senhor, provavelmente aquilo não teria acontecido. Também nós precisamos guardar e proteger nossas famílias, e isto envolve oração e vigilância, bem como a ministração da Palavra de Deus em nossos lares. 

Muita gente fala da forma maravilhosa como Deus visitou a casa de Cornélio (At.10) com salvação e enchimento do Espírito Santo. Mas isto não aconteceu de graça. Este homem orava continuamente a Deus. E onde há uma semeadura de oração, sempre haverá uma colheita da manifestação do poder de Deus! Se cobrirmos nossa casa de oração, veremos feitos grandiosos acontecendo em nosso favor, pois o Senhor SEMPRE age num ambiente de muitas orações. 

ORANDO JUNTOS

Penso que além de cobrir os familiares com oração, o sacerdote do lar deve proporcionar um ambiente de oração onde os seus não só recebam oração em seu favor, mas também aprendam a orar. Orar juntos, em família, como muitas vezes acontecia também com os irmãos da igreja em seu início: 

“Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos”. (Atos 21:5) 

Exercer o sacerdócio não é só declarar a Palavra de Deus dentro de casa, mas primeiramente vive-la. Porém, além de se dispor a ministrar os filhos, e também um ao outro, o casal cristão deve aprender a prática de orar junto. Não quero dizer orar junto o tempo todo, mas isto deve também acontecer em suas vidas. Quando o casal ora junto, goza de princípios operando em seu favor que orando sozinho não se experimentaria. 

“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:19,20) 

Ao orar junto, o casal aumenta seu “poder de fogo” contra o inimigo, pois no reino de Deus, quando dois se unem, o efeito não é de soma, mas de multiplicação. É sinérgico! Moisés cantou acerca deste princípio ao mencionar o que Deus fizera acerca do exército de Israel:

“Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil, se a sua Rocha lhos não vendera, e o Senhor não lhos entregara”? (Deuteronômio 32:30) 
A Bíblia mostra que deve haver sintonia natural e espiritual entre o casal. Desentendimentos vão roubar deles o poder de unidade nas orações, que por sua vez serão impedidas: 

“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”. (I Pedro 3:7)

A “correria” é um dos maiores inimigos deste tempo de oração que o casal deve ter junto. E cada um deve aprender a “driblar” suas dificuldades e conseguir praticar este princípio de alguma forma. Não deve haver vergonha ou críticas quanto à forma de cada um orar. A intimidade no que diz respeito à vida espiritual precisa ser desenvolvida da mesma forma que a física e emocional. 

O CULTO DOMÉSTICO

Exercer o sacerdócio no lar não requer um horário específico ou dia marcado, é atividade a ser exercida sempre, em diferentes situações. Mas a prática de um culto em família auxilia muito. Devemos desenvolver o hábito de cultuar a Deus em família, o que envolve o ir juntos à Casa do Senhor, como vemos acontecendo desde os dias do Velho Testamento:

“Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos”. (II Crônicas 20:13) 

“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe”. (Neemias 12:43)

Elcana subia com toda a sua família para adorar ao Senhor (I Sm.1:1-5). Acredito que pais cristãos devem levar seus filhos à igreja. Mesmo que ela não seja perfeita (e não é, porque não existe igreja perfeita!), é melhor que eles cresçam num ambiente que exalta ao Senhor e sua Palavra do que num ambiente mundano que exalta o pecado e os prazeres da carne. 

Lemos no Evangelho de Lucas que os pais de Jesus o levaram ao templo para consagrarem-no ao Senhor (Lc.2:22-24), depois há registros de que o fizeram por ocasião da Festa da Páscoa quando ele estava com 12 anos (Lc.2:41-43), mas a maior evidência de que Jesus cresceu exposto ao ensino da Lei na Sinagoga era o conhecimento que ele trazia (como homem) das Escrituras. 

Cultuar ao Senhor em família não envolve somente o ir à igreja, mas também pode abranger um culto familiar na própria casa. Foi exatamente isto que aconteceu na casa de Cornélio (At.10:33). A reunião familiar também não precisa acontecer apenas dentro de casa. Além dos cultos na igreja, podemos nos reunir em algum outro lugar (e até mesmo com outras famílias) para buscar ao Senhor (At.21:5). 

A NEGLIGÊNCIA TRARÁ CONSEQÜÊNCIAS 

Quais as conseqüências de se negligenciar o sacerdócio em casa? Juízo divino para o sacerdote, além da evidente rebeldia vida dos filhos. A primeira palavra profética que Samuel proferiu foi contra alguém que ele certamente amava: o sacerdote Eli, que o criava no templo. E o que Deus disse envolvia a casa dele e sua negligência no sacerdócio familiar: 

“Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu”. (I Samuel 3:13) 

O Senhor trouxe advertências anteriores, mas Eli não deu ouvidos. Deus está falando de negligência, aqui. Diz que embora conhecesse bem o pecado dos filhos, Eli não os repreendeu. Toda omissão no sacerdócio do lar sempre trará conseqüências sérias. 

Davi teve problemas com vários de seus filhos, e se você estudar com calma a história dele, perceberá o quanto ele era negligente em relação a seus filhos. Adonias, assim como Absalão, se exaltou, querendo usurpar o trono. Mas por trás desta atitude de rebelião, a Bíblia mostra a negligência de Davi como sacerdote em sua casa: 

“Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?” (I Reis 1:6) 

Se não queremos sérios problemas futuros com nossos filhos, muito menos a qualidade do relacionamento deles com Deus comprometidos, então precisamos ser sacerdotes dedicados em ministrar e cobrir suas vidas. 


Que o Senhor nos ajude a ordenar nossos passos nesta área!
Se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir. 




Marcos 3:25

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Nos braços do Pai Legendado em Português - Diante do Trono

O discurso é certinho, a roupa adequada, os ritos e costumes excelentes, mas o coração não tem misericórdia, a língua destila veneno, o amor não se derrama em atitudes. Religião vazia! Chamam a fé de evangélica mas quase nada do EVANGELHO é de fato vivenciado.
— Helena Tannure




https://www.youtube.com/watch?v=mCdh6L2F4LQ

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Assim como o perdão de Deus para o homem é peça fundamental no plano da redenção, a disciplina do perdão deve estar bem no centro de nosso viver cristão. A verdade é que não temos problemas com o conceito, é fácil falar sobre o perdão. Praticar é que é difícil, já que nossos referenciais e padrões de justiça são muito diferentes dos de Deus. É comum guardarmos ressentimentos justificáveis, ou seja, segundo nossa ótica humana falha, estamos "cobertos de razão" em não perdoar, pois o que fizeram conosco é "imperdoável". Em outras ocasiões ficamos procurando sinais verdadeiros de arrependimento nas pessoas para que então possamos "do alto da nossa magnificência", liberar o perdão para elas. Frequentemente relembramos aos outros da necessidade de arrependimento antes que lhes perdoemos. Desse modo muitas vezes somos farisaicos e rápidos em achar faltas, mas tardios em reconhecer que também somos falhos, também precisamos ser perdoados, e só somos o que somos porque um dia Deus nos perdoou através do sacrifício de Jesus Cristo. Reconhecer que você também erra é um ótimo começo para começar a perdoar. Entenda que o perdão é uma questão de decisão e não um sentimento. Você não precisa primeiro apagar a mágoa que sente da pessoa para perdoá-la, o que precisa é decidir perdoá-la, pois a mágoa sairá de seu coração assim que você liberar o perdão.